Palavra do Presidente

DEMOCRACIA BEM CALÇADA E BEM VESTIDA

 

Do seu nascimento na Grécia, viajando pelo mundo e amadurecendo ao longo do tempo, a Democracia se desdobrou em diferentes manifestações coletivas, que se materializam de acordo com os costumes e as vontades da maioria de cada povo. Por isso mesmo, a materialização democrática não é a mesma em todos os países. Há democracias com diferentes indumentárias, mas para que não “tropecem”, as diferentes democracias devem estar sempre bem “calçadas” e “vestidas” por regras institucionais.

Cada país tem seu povo (multicolorido ou não), cada qual com sua maneira de sair às ruas para eleger seus parlamentares. São esses representantes, eleitos pela maioria do povo, bem ou mal, que têm a função de fazer, vez ou outra, pequenos “ajustes” ou manter em perfeito estado de conservação o “modelo de Democracia” que agrade ao gosto da maior parte da coletividade, salvaguardando também o bem-estar das minorias. Tudo isso, claro, dentro do que rege a Constituição de cada país. Regras bem “costuradas” formam o tecido da estabilidade em todo o mundo.

A cada geração, o jeito de cada povo expressar seus desejos tem lá suas particularidades. Nem por isso pode-se mudar as regras institucionais sem o amplo debate, a fim de que as diferentes gerações participem da “costura democrática”. Garantir os direitos conquistados pelos mais velhos é um “calço” para a Democracia. Qualquer tentativa de mudar as regras institucionais “em cima da hora” é como “descalçar” o rito democrático, fazer com que a Democracia ande sem firmeza nos passos, tropece ou até mesmo caia.

A Democracia Brasileira “tropeçou” várias vezes. Em todas os “tropeços”, a Constituição (manto sagrado) foi “rasgada”. Precisamos seguir em frente, caminhando elegantemente juntos com a Democracia, “calçada” pela Constituição de 1988 e as devidas regulamentações desde então. Em toda a História do Brasil, o mais transparente período democrático que vivemos é este (reconhecido mundialmente), regido pela chamada Constituição Cidadã faz 34 anos.

Um pequeno “ajuste” aqui, um leve “aperto” ali a cada eleição é normal, desde que não seja às vésperas da grande festa de consagração da Democracia Brasileira, na qual elegemos deputados (estaduais, distritais, federais), senadores, governadores e Presidente da República. Estamos, pois, às vésperas desta grande festa mais uma vez. Temos que respeitar os ritos para que nossa Democracia siga bem “calçada” e bem “vestida” por muitos e muitos anos, seja quem for que ostente as faixas do poder. Saudações!